• 21 de September de 2017
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O mundo, o turista e o carro elétrico

O mundo, o turista e o carro elétrico

Categoria: Colunista

O mundo, o turista e o carro elétrico

Gordes – Provence – França -  O veículo, um Citroën CV2, ano 1973. O lugar, a Provence, no interior da França.  O sonho: perder-me por essa região mágica no início da primavera. Não há nada mais incrível, para mim, do que viajar para conhecer países, culturas e, claro, gente! E a forma mais simples e confortável de fazer isso sempre foi é alugar um carro e cair na vida! Desta vez foi este clássico exemplar da Citroën que, por si só, é um dos símbolos da França. O quê? Você também adora? Mas ainda não teve oportunidade? Então meu amigo, saiba que tudo isso começa a mudar.

Citroen CV2 de 1973

Os motores à explosão, sejam eles à gasolina, sejam a diesel, têm os dias contados. Os suecos saíram na frente. Deram a largada para o que representa o final de uma era no automobilismo. Em outubro de 2016 a Suécia propôs que a União Europeia proíba carros a gasolina até 2030! Um estudo realizado embasa essa, digamos, sugestão. Até 2030 a maioria das cidades ricas terá, rodando em suas ruas, avenidas e estradas carros elétricos. “Trata-se da única opção para diminuir os alarmantes níveis de poluição que o mundo alcançou e que deverão subir mais ainda  nos próximos 15 anos”, afirma a ministra do Meio Ambiente da Suécia, Isabella Lovin. Como consequência imediata, o governo alemão de Angela Merkel aprovou, também em 2016, uma resolução que apoia a “evaporação” dos motores a diesel e gasolina na Alemanha. Por enquanto é apenas uma resolução, sem força de lei. Mas já é o primeiro quilômetro rodado no sentido de acabar com os bebedores de gasolina e os devoradores de óleo diesel em solo germânico.

Carros elétricos em Paris
No mês passado o governo francês acenou com a possibilidade de também acabar com motores à gasolina e diesel na França. E nesta semana o Reino Unido decretou: carros movidos a gasolina e a óleo diesel não poderão mais ser vendidos a partir de 2040! Na base de tais decisões estão as regulamentações rigorosas que muitos governos aprovaram para redução de emissões dos gases tóxicos dos veículos, conscientização crescente dos consumidores e, claro, diminuição nos custos tecnológicos. Um relatório da BNEF (Bloomberg New Energy Finance) e da McKinsey & Co. , mostra que o custo com baterias de íons lítio despencou 65% entre 2010 e 2015. Cidades do primeiro mundo, como Londres e Cingapura, já correm nesta direção. É comum ver pelas ruas da capital inglesa enormes “tomadas” públicas para “recarregar” carros elétricos. O governo, por sua vez, dá incentivos fiscais para quem “troca” os antigos beberrões de combustíveis fósseis por dóceis e silenciosos carrinhos elétricos. Porsches carrera, por exemplo, pagam muito mais impostos em Londres do que seus primos tecnologicamente –e eletricamente – evoluídos.

Pedágio urbano em Londres funciona há muitos anos

Há mais de uma década, paga-se “Congestion charge”, um pedágio entrar no centro de Londres. Carros elétricos estão isentos deste, digamos, sobre tributo.Há anos, em Paris, há uma frota de carros elétricos, estacionados esperando pelo motorista. São alugados por hora e sem precisar devolver com “bateria cheia”. Fazem sucesso!

Carro elétrico Tesla: premium americano!
Nos Estados Unidos, veículos elétricos da marca Tesla competem de igual para igual com Rolls Royce na ensolarada Califórnia! A marca, aliás, é um fenômeno de crescimento dentro e fora dos EUA. Explodiu nas bolsas de valores do mundo todo. E não para de se valorizar. Penso em meu Citroën CV2 e no seu pequeno – e poluidor – motor a gasolina. Inegável seu charme em sua baixa velocidade cruzando planícies da Provence repletas de campos de lavanda. E fico imaginando que seu reinado está próximo do fim... Ou será que alguém, munido de inteligência, charme e senso de oportunidade não poderia, em um futuro próximo, trocar os cansados e barulhentos motores de dois cavalos por silenciosos e confortáveis motores elétricos? Bem, com qualquer tipo de propulsão, uma coisa é fato: viajar de carro pelas estradas do mundo continuará sendo, para mim, a melhor e mais confortável forma de conhecer novos destinos. Se for sem poluir então...

Jornalista Paulo Panayotis

FOTOS : Paulo Panayotis/Adriana Reis/Divulgação - CRÉDITO OBRIGATÓRIO

O jornalista Paulo Panayotis viajou para a Provence, França, a convite do Escritório de Turismo do Luberon representado no Brasil pela CC Hotels

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